Uma grande cidade em constante transformação precisa ser pensada com criatividade e eficiência nos serviços. Este foi o sentido do debate organizado pelo mandato  com a presença do Secretário Municipal de Serviços Simão Pedro Chiovetti e sua equipe. Cuidar da coleta e destinação dos resíduos, da iluminação, cemitérios e até dos centros de inclusão digital exige coragem e competência para gerenciar contratos milionários e garantir a entrega de bons serviços aos cidadãos, tarefa que, com toda equipe, Simão avalia estar cumprindo com muita eficiência.
Muitos projetos que hoje são prioridades deveriam ter sido iniciados há décadas e agora, além de ter uma grande demanda reprimida, a secretaria precisa  rever contratos com prestadores de serviços terceirizados para dar respostas às expectativas dos paulistanos. “A cidade ainda sofre com o abandono dos governos anteriores. São milhares de quilômetros de fios velhos e lâmpadas que já não funcionam bem e queimam todos os dias,” afirmou o secretário.  Simão destacou que o contrato de serviço de varrição e coleta tem ainda 10 anos de vigência do total da validade de 20 anos. “Essa situação exigiu por parte de atual gestão muita criatividade e competência administrativa, pois o entendimento da cidade mudou, assim como as leis”, explicou. O secretário citou como exemplo a regulação dos aterros e das coletas seletivas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos como diretrizes que a Secretaria procura seguir com novos acordos com os terceirizados.

Deputado Neder recebe Secretário de Serviços Simão Pedro e os responsáveis pela prestação de serviços na capital

O presidente da AMLURB (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana), Silvano Costa falou sobre a tarefa de varrição e coleta e lembrou que todo mundo gera resíduos todos os dias e que estes são tratados como lixo. Neste caso, o desafio do Plano Nacional de Resíduos é classificar e dar destinação correta.  Costa falou do seu orçamento de 2 bilhões por ano para limpar a cidade e que obtiveram a redução destes custos ao negociar com os fornecedores. – “[No serviço de varrição] Descemos de 300 mil por mês para 70 mil e com um detalhe, obtivemos um serviço ainda melhor”, comemorou Silvano Costa. Os entulhos, lembrou, são um grande problema na cidade que tem hoje 4 mil pontos viciados de despejo. A fiscalização aumentou, segundo Costa, “mas precisa da parceria da sociedade”. Costa destacou a importância de incluir cooperativas de  catadores na discussão sobre a coleta seletiva.
A recém-empossada superintendente do Serviço Funerário, Lucia Salles, relatou que encontrou um funcionalismo com baixa autoestima, sem reajuste há 9 anos, desmotivados com este importante trabalho, além disso, segundo Lúcia, há sérios desafios administrativos: ” É tudo manual, temos 21 sistemas que não se falam, o que complica a otimização do serviço nos cemitérios da cidade”.
A superintendente aposta em uma nova visão para o Serviço, com um atendimento humanizado e que afaste os oportunistas chamados de “papa defuntos” que se aproveitam de familiares em luto.  Ela quer fazer uma parceria com a Secretaria de Saúde para juntos dar um atendimento adequado aos familiares que perderam seu entes queridos e estão em um momento difícil que deve ser visto com atenção pelo estado.
A Superintende propôs ainda uma nova e melhor utilização dos cemitérios – que são hoje ocupados por marginais e usuários de drogas – e que deve ser revisto para abrir espaço para a comunidade utilizar como grandes áreas verdes da cidade.
Para o diretor do Ilume (Departamento de Iluminação Pública) José Alberto Serra, o destaque é a seriedade das tarefas que estão sendo feitas são ações para durar “Não estamos fazendo maquiagem”.  Ele lembrou que a cidade está com infraestrutura atrasada de pelo menos 10 anos e que é preciso correr atrás. O roubo de fios é outro problema apontado por José Alberto, que precisa da parceria da Secretaria de Segurança Pública para atuar nos receptores de fios e cabos, fechando esses  locais ilegais que incentivam a prática de roubo de fios, o que prejudica milhares de pessoas que ficam sem iluminação nas ruas residências e nas vias públicas.
O deputado Neder elogiou o debate, destacou o quanto é preciso garantir esses espaços de debates e colocou o seu escritório à disposição para dar continuidade a esses encontros, opinião compartilhada pelos presentes que felicitaram a iniciativa do deputado.
Até as 23 horas dezenas de cidadãos continuavam o diálogo sobre os serviços na cidade. Representantes de associações de moradores, grupos organizados, funcionários públicos e empresários, todos puderam manifestar-se durante o debate que foi rico e esclarecedor.
Fique atento e não perca o próximo debate!

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