Realizada a partir das 15h desta quarta-feira (10), a reunião da Comissão de Educação e Cultura da Alesp, sob a presidência do deputado Carlos Neder, pretendia ouvir os reitores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP) sobre as crises vividas pelas instituições públicas do ensino superior do Estado. Apenas o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, compareceu à Comissão e, pela segunda vez, Marco Antonio Zago, reitor da USP, deixou de atender à convocação, que foi postergada para a próxima quarta-feira (17), última oportunidade para o reitor prestar contas ao legislativo antes das eleições, informou o presidente da Comissão.

Sobre a ausência de Marco Antonio Zago, o reitor encaminhou ofício onde procura justificar o seu não comparecimento à Comissão devido à sua presença na posse oficial no novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, em Brasília.

No encontro, além do presidente da Comissão e do reitor da Unicamp, estavam à mesa os deputados Carlos Giannazi, Beto Trípoli, Telma de Souza e Sarah Munhoz. Da plateia, composta por dirigentes sindicais, de associação de professores e estudantes, a informação de mais uma ausência de Marco Antonio Zago provocou duras críticas do público e dos membros da mesa.

Nos esclarecimentos prestados por José Tadeu Jorge, também membro do Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Creusp), ele informou que a Unicamp concorda com a proposta do TRT-SP de reajuste de 5,2% e bônus de 28,6% aos docentes e funcionários da universidade.

O reitor aproveitou o encontro com os parlamentares da Comissão para criticar a existência de dois salários de referência, um ‘sub teto’ praticado no Estado de R$ 21.600,00 e aquele pago aos docentes nas universidades federais, de R$ 27.000,00. Ele também defendeu a constitucionalização da autonomia das universidades públicas.

Ao ser questionado por Carlos Neder, que é também coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e Fundações Públicas, sobre a relação das universidades com essas entidades, o reitor da Unicamp afirmou que há um afastamento muito grande entre elas.

Entretanto, segundo Tadeu Jorge, em Campinas, foi instituída em 2002 a Fundação Fórum Campinas, que envolve 11 instituições de pesquisa e que se reúne periodicamente para discutir propostas para o crescimento do trabalho de cada uma nas áreas de ciências tecnológicas, humanas, da saúde, agrícolas e ambientais. São elas: CTI, CPqD, Cati, Embrapa, Instituto Agronômico, Instituto Biológico, Instituto de Zootecnia, Ital, LNLS, Puc Campinas e a própria Unicamp.

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