Cerca de 300 médicos residentes participaram da reunião extraordinária da Comissão de Saúde, na tarde de terça-feira (29/11), que debateu a situação da falta de reajuste para a categoria no estado de São Paulo

Audiência da Comissão de Saúde solicitada por Neder reuniu cerca de 300 médicos residentes no final de novembro para tratar sobre a questão do reajuste da categoria no estado de São Paulo

Os médicos residentes conquistaram uma importante vitória na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14/12). Após intensa mobilização junto ao parlamento, foi incluída uma emenda à proposta orçamentária estadual de 2017 prevendo a destinação de R$ 28 milhões para o pagamento do reajuste de 11,9% para a categoria no ano que vem. Somente o governo do Estado de São Paulo ainda não pagava a reposição, aprovada nacionalmente para ser aplicada desde abril passado. O relatório sobre o orçamento foi apresentado na Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP) pelo relator, deputado João Caramez (PSDB), e ainda deve passar por votação, já nos próximos dias, na Comissão e no plenário da Casa.

Os residentes acompanham desde meados de novembro as atividades legislativas, quando participaram de uma reunião da Comissão de Saúde e, por solicitação do deputado Carlos Neder (PT), tiveram posteriormente uma audiência pública exclusiva para tratar sobre o não cumprimento do reajuste da bolsa-auxílio pelo governador Geraldo Alckmin. Incansáveis, os médicos participaram regularmente de reuniões das comissões da Casa e encontraram parlamentares de todos os partidos para sensibilizá-los sobre o pleito. Além disso a Associação dos Médicos Residentes de São Paulo (AMERESP) e o comando de greve acertaram ao articular manifestações de ruas – como as realizadas no Palácio dos Bandeirantes e na Avenida Dr. Arnaldo – com negociações políticas junto ao Executivo e o Legislativo.

O percentual do reajuste foi definido ainda em 2015, após mobilização nacional dos médicos residentes e acordo realizado com o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS), com a anuência da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nacionalmente o valor bruto do auxílio reajustado é de R$ 3.330,43. Em São Paulo, o calote gerou enorme insatisfação e consequente greve dos residentes. 

Neder acompanhou de perto a mobilização dos residentes

Neder acompanha de perto a mobilização dos residentes e defende o pagamento retroativo do reajuste para a categoria

De acordo com o deputado Neder, o reajuste, porém, deveria contemplar o pagamento retroativo da reposição salarial a março/abril deste ano. Neder defende que o reajuste seja cumprido inclusive nesse ano, mediante suplementação de verbas para a Secretaria de Estado da Saúde.  “No Estado mais rico da Federação, havendo vontade política há, sim, a possibilidade de remanejamento de recursos pelo governo estadual ainda em 2016 com a autorização dada pela Assembleia Legislativa para o orçamento vigente”, destaca o parlamentar.

Apesar de comemorarem a previsão do pagamento do reajuste da bolsa-auxílio para o ano que vem, os médicos residentes, que acompanharam a apresentação da proposta orçamentária na CFOP nesta quarta-feira, prometem não arrefecer a mobilização e continuar batalhando para receberem o pagamento retroativo que lhes é de direito. Além disso, de acordo com Rafael Conceição dos Santos, médico residente de psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e representante do comando de greve, a mobilização dos residentes deve continuar até verem o projeto do orçamento aprovado pela Assembleia e finalmente sancionado pelo governador.

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