Nessa quinta-feira 18/02,  haverá o 3º ato pedindo a saída do Coordenador nacional de saúde mental Valencius Wurch. Sou apoiador dos princípios da Reforma Psiquiátrica e compreendo que na política nacional de saúde mental, álcool e outras drogas não pode haver margem para confusão entre tratamento e tortura.

Infelizmente a trajetória do Coordenador está vinculada à direção do maior hospital psiquiátrico privado da América Latina, a Casa de Saúde Dr. Eiras de Paracambi, fechada pela comprovação de maus tratos e abandono.

É preciso fortalecer a implantação da rede de atenção psicossocial, cuidar das pessoas olhando para a sua complexidade enquanto cidadãs. Para isso, o território deve estar em diálogo com políticas de cultura, educação, moradia e transporte. Está no passado a concepção da saúde olhada só pelo ponto de vista da doença e da medicalização. A saúde se constitui também pela socialização e isso só é possível pelo direito à cidade e à vida em liberdade.

Nenhum passo atrás, manicômio nunca mais!

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