No Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06) foi lançada na Assembleia Legislativa de São Paulo a cartilha “Água no estado de São Paulo: Direito, não mercadoria! Contribuições para o debate com sindicatos e sociedade”.

A publicação é resultado de uma parceria entre a CUT-SP e a Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung (FES) junto com outras entidades que trabalham em defesa do meio ambiente e da água. O documento tem como objetivo mostrar o descaso do governo estadual sobre esta questão e disseminar a compreensão de que a água é um direito essencial e de que o seu acesso – universal, seguro e com qualidade aceitável – será melhor garantido por meio de serviços públicos, com participação popular e controle social.

O lançamento contou com a participação do deputado Carlos Neder (PT), que abriu o evento. O parlamentar observa como a importância sobre o tema da água tem sido menosprezada. “Entretanto a nossa vida depende da água e nós não podemos tratar a água como sendo um bem infinito. Exatamente por isso é que crescem as pressões econômicas para comercializar a água e não podemos permitir isso. Nós queremos a defesa do meio ambiente, das nascentes da qualidade da água e de seu uso em benefício da humanidade”, ressalta Neder. O deputado destaca ainda a importância do documento, que mostra o potencial que temos no estado de São Paulo e ao mesmo tempo a degradação dos biomas, o que vai comprometendo não só a qualidade, mas também a quantidade de água disponível. “Não é aceitável que grupos econômicos se apropriem de um bem que é do povo brasileiro, do povo paulista”, assevera.

A secretária de Meio Ambiente da CUT-SP, Solange Ribeiro, lembra que a luta pelo direito à água é também pelo direito à vida, à dignidade e à soberania nacional. “Em São Paulo um dos nossos enfrentamentos se dá por causa da privatização da Sabesp, que vem sendo feita de forma disfarçada pelo governo estadual. Sabemos que se isso se ampliar irá sobrar para o bolso da classe trabalhadora que, inclusive, poderá perder seus empregos”, afirma a dirigente.

O material foi elaborado a partir de levantamento bibliográfico, pesquisas de campo nas obras e equipamentos relacionados ao sistema de captação, tratamento e distribuição de água em São Paulo e entrevistas com trabalhadores, especialistas do setor e moradores de comunidades atingidas pela crise, pelas obras e pela lógica privada de gestão da água.

Na foto em destaque, a partir da esquerda: Sérgio Antiqueira, presidente do Sindsep; Solange Cristina, secretária de Meio Ambiente da CUT-SP; deputado Carlos Neder; Valdir Fernandes, vice-presidente da CUT-SP; e William Habermann, da Fundação Friedrich Ebert que participaram da abertura do debate sobre a importância da água como direito humano, ocorrido na Alesp

A iniciativa também contou com apoio de entidades e espaços de articulação como o Fama (Fórum Alternativo Mundial da Água), o Coletivo de Luta pela Água, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Internacional de Serviços Públicos (ISP), a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), a Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de São Paulo (Fetam-SP), o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP) e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema).

A cartilha Água no estado de São Paulo: Direito, não mercadoria! Contribuições para o debate com sindicatos e sociedade pode ser solicitada ou baixada na versão digital no site da CUT. Clique aqui para baixar a cartilha.

Veja a seguir a reportagem do Seu Jornal da TVT.