Movimentos sociais se reúnem nas principais capitais do país para rechaçar ‘golpismo’ e o ajuste fiscal, e exigir a saída de Eduardo Cunha
por Redação RBA 

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Cerca de 25 mil manifestantes se reuniram no Rio de Janeiro para defender a democracia

São Paulo – Trabalhadores mobilizados em defesa da democracia, da liberdade e por direitos tomaram as ruas de pelo menos 31 cidades em todo o país hoje (20). As manifestações condenam  os protestos “golpistas” do último domingo, criticam o governo Dilma pelo ajuste fiscal, que afasta o governos de sua base popular e põem em risco conquistas sociais dos últimos anos, e pedem a saída do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.

Confira as manifestações pelo país

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Em Aracaju, a passeata convocada pela Frente Sergipana Popular começou por volta das 16h15, reunindo cerca de 30 entidades. Manifestantes concentrados na praça General Valadão seguiram em caminhada até o Distrito Industrial.

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As ruas de Curitiba receberam cerca de 5 mil manifestantes. O estado que recentemente viu a opressão de perto em passeata dos professores hoje se manifesta pela democracia e contra o ódio.

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Em Natal, os manifestantes enfatizaram a defesa da Petrobrás e da soberania nacional em ato pela democracia.

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Em Brasília, manifestantes mostraram insatisfação com liderança de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados.

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Em Recife, cerca de 5 mil manifestantes se reuniram na Praça Derby. Moradores de prédios estenderam bandeiras nas janelas.

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Em Salvador, os manifestantes se concentraram na Praça Castro Alves.

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Em Belo Horizonte, a Praça Sete de Setembro reuniu estudantes secundaristas e universitários, professores, sem-terras, negros, mulheres, jovens. O perfil da manifestação de hoje (20) em Belo Horizonte foi mais heterogêneo que a registrada no domingo. Movimentos como CUT, MST, Levante Popular da Juventude se encontraram na cidade com uma pauta de defesa da democracia, contra o golpe e o ajuste fiscal. Segundo a PM, havia 2.500 manifestantes. O estudante Francisco Faria, presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), disse que é importante ter consciência de que a última década década foi de consideráveis avanços e de conquista de vários direitos que precisam ser “defendidos e ampliados”.

A pauta da moradia também esteve presente na manifestação. A integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) Maura Rodrigues defende uma reforma urbana, pelo direito à cidade. “Não adianta garantir a casa se não tenho acesso a um SUS digno e funcional, a uma escola decente e a uma passagem de ônibus que não me impeça de me deslocar na cidade”, disse. Maura condena tentativas de impeachment da presidenta Dilma. “Nosso movimento é crítico ao governo, mas defende a democracia. Não queremos golpe”, reforça.

A subsecretária de Políticas de Igualdade Racial de Minas, Cleide Hilda, reforçou a ostensiva presença do movimento negro no que se refere à defesa de direitos. “Nos últimos 12 anos a população negra brasileira conquistou várias políticas públicas. Agora, temos de avançar no que se refere, por exemplo, ao enfrentamento do extermínio da juventude negra.”

 

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