Apenas três de nove deputados membros efetivos da CPI das Organizações Sociais (CPI das OSS) estiveram presentes, nesta terça-feira (03/04), para abertura dos trabalhos de investigação na Assembleia Legislativa de São Paulo. O número de parlamentares, no entanto, foi insuficiente para instalação da reunião. Na ocasião, deveriam ser eleitos os presidente e vice para efetivamente dar início aos trabalhos do órgão de investigação.

Deputado Edmir Chedid conversa com o deputado Carlos Neder, enquanto aguardam a presença dos demais parlamentares. É necessário a presença de no mínimo cinco deputados para abertura de uma reunião de CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito foi criada no começo de fevereiro para apurar denúncias de irregularidades nos contratos celebrados com Organizações Sociais da Saúde (OSs), pelas prefeituras e pelo governo do Estado, e desde então, de acordo com o regulamento interno, o prazo de 120 dias de funcionamento já está sendo consumido. Com a morosidade dos trâmites burocráticos de convocação dos membros, passaram-se dois meses, restando agora apenas outros dois meses para a investigação. O trabalho da CPI ainda poderá ser prorrogado por mais 120 dias, mas para isso os deputados precisam aprovar tal prorrogação.

Na reunião desta terça-feira, apenas os deputados Carlos Neder (PT), Edmir Chedid (DEM) e Cezinha de Madureira (PSD) estavam presentes. Para abertura dos trabalhos de uma reunião de CPI é necessário a presença de pelo menos cinco parlamentares.

Na ocasião, os deputados presentes decidiram por convocar uma nova reunião da CPI para a próxima quinta-feira, dia 05 de abril, às 14h em primeira convocação e às 14h30 em segunda convocação.

Também compõe a CPI das OSS, como membros efetivos, os deputados: Carlão Pignatari (PSDB), Marco Vinholi (PSDB), Caio França (PSB), Cássio Navarro (PMDB), Wellington Moura (PRB) e Roberto Morais (PPS).