O ato “Somos Todos Brasileiros, Somos Todas Brasileiras – A Favor da Democracia, Contra o Preconceito” marcou, além do repúdio às declarações separatistas do deputado estadual eleito Coronel Telhada, novos episódios de intolerância dentro da própria Câmara

Por Imprensa PT-SP

Organizado pela liderança do PT na Câmara dos Vereadores de São Paulo, o ato “Somos Todos Brasileiros, Somos Todas Brasileiras – A Favor da Democracia, Contra o Preconceito” marcou, além do repúdio às declarações separatistas do deputado estadual eleito Coronel Telhada, novos episódios de intolerância dentro da própria Câmara. Nesta semana, o líder do PT na casa, vereador Alfredinho, foi ofendido com manifestações preconceituosas, justamente enquanto discursava no plenário da Câmara condenando manifestações divisionistas, separatistas e intolerantes aos nordestinos, intensificadas após a reeleição da presidenta Dilma Rousseff.

“Devemos combater a intolerância. Não devemos aceitar o preconceito com qualquer pessoa, seja por sua origem, sua opção sexual, religiosa ou política. São Paulo é a cidade de todos”, disse o vereador.

O diretório municipal do PT na Capital já tinha se manifestado sobre o assunto. Na terça-feira, o presidente Paulo Fiorilo divulgou nota em que condena o ocorrido. “A ofensa não foi só contra o vereador Alfredinho, mas contra toda a bancada do PT, o Partido dos Trabalhadores (PT) e contra todos aqueles comprometidos com um País mais igualitário e sem discriminação”, diz a nota.

Durante o ato, o vereador e presidente do diretório municipal, Paulo Fiorilo, destacou que a atividade foi um gesto de repúdio àqueles que querem dividir a nação.

O ato também contou com apresentações culturais e a presença de diversos movimentos sociais, intelectuais, artistas e lideranças políticas.

Conselho Municipal da População Nordestina

Uma das medidas da administração Fernando Haddad para conter a onda conservadora e xenófoba que surgiu após o pleito eleitoral é a ativação do Conselho Municipal da População Nordestina. O anúncio foi feito em primeira mão pelo secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Rogério Sotilli, também presente no ato.

Em sua explanação, o secretário destacou que, para evitar a intolerância, o estado deve investir em políticas de integração e de memória e verdade. “Esse conselho será criado para reunir uma comunidade muito importante para economia, para sociedade e para a cultura da cidade de São Paulo”, disse. Sotilli também pontuou que o primeiro passo da gestão Haddad visando resgatar a história e valorizar a diversidade foi a implantação da Comissão Municipal da Verdade.

Segundo Rogério Sotilli, o ódio demonstrado nas declarações separatistas e intolerantes representa a cultura de violência criada durante a ditadura militar.

Sobre o novo órgão, o secretário explicou se tratar de mais uma ação da prefeitura na construção de uma cidade livre de preconceito, mais justa e democrática. “Não há outros. Somos todos iguais”, salientou.

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