O ex-superintende do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), Latif Abrão Júnior, declinou do convite para participar de reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que ocorreria nesta terça-feira (11/12). O ex-dirigente foi convidado a participar da comissão para prestar esclarecimentos aos deputados sobre possíveis irregularidades junto ao instituto.

A participação dele foi proposta pelos deputados Carlos Neder e Marcos Martins, ambos do PT, que estão preocupados com uma série de problemas relacionados ao Iamspe e ao Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

O ex-dirigente do instituto é investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) por ter firmado contratos irregulares com a empresa Qualicorp causando um prejuízo estimado em mais de R$ 405 milhões para os cofres públicos.

Além da terça-feira, uma outra reunião da Comissão de Saúde também havia sido convocada para a quarta-feira (13/12) com a mesma finalidade de ouvir Latif Júnior. O ex-dirigente, no entanto, alegou em oficio encaminhado à presidência do órgão ter sido exonerado do cargo em abril passado após 10 anos a frente da superintendencia do instituto. Além disso, ele disse estar se reestabelecendo de complicações pós-cirúrgica, estando impossibilitado de atender ao convite da Comissão.

A Comissão deverá reiterar o convite ou até mesmo decidir pela posterior convocação do mesmo e sua equipe.

 

Iamspe pede socorro

Na semana passada, representantes da Comissão Consultiva Mista do Iamspe (CCM) participaram da Comissão de Saúde para falar com os deputados sobre a atual situação do Iamspe e do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). De acordo com o presidente da CCM, Guilherme Nascimento, o hospital enfrenta sérios problemas como a falta de médico, de funcionários em geral e até de equipamentos e insumos básicos para o atendimento de saúde.

Nascimento destacou que a situação do hospital é tão problemática, que atendimentos básicos deixam de ser feitos por falta de materiais simples, como esparadrapo. Segundo ele, em 2018, o governo deixou de investir R$ 100 milhões no Iamspe. Tal prejuízo, somado ao corte de verbas que o próximo governo de Doria no Estado acenou para o hospital em 2019, transforma a preocupação em estado de alerta. Guilherme chegou a apelar para que deputados estaduais enviem recursos ao hospital, para custeio e manutenção, por meio de emendas.