Foto: Site da Alesp

Um grupo composto por alunos, professores e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) esteve na Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira, 27, para encaminhar propostas à reitoria da universidade que poderão levar ao término da greve.

O coletivo foi recebido por deputados da Comissão de Educação, que se comprometeram em levar as reivindicações ao reitor da universidade, Júlio Durigan, e ao secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald.A reitoria não recebe os representantes dos grevistas, que iniciaram a paralisação há mais de dois meses.Para o deputado Carlos Neder, os parlamentares deveriam se deslocar até os campi da Unesp no interior do estado  para conhecer a realidade da instituição. “Não queremos uma solidariedade artificial. Queremos uma negociação efetiva. Precisamos compor uma comissão para falar com a reitoria”, disse Neder.

Durante a audiência, que lotou o auditório Paulo Kobayashi, os estudantes denunciaram as condições de infraestrutura da Unesp, onde falta moradia e bolsas. Queixaram-se ainda da postura autoritária do reitor, que cancelou o Conselho Universitário, motivo pelo qual os alunos invadiram a reitoria.

César Minto, representante do Fórum das Seis, entidade que reúne os sindicatos de professores e trabalhadores das universidades paulistas, explicou que a Unesp recebe repasse de 9,57% do ICMS, juntamente com as outras universidades estaduais. Esse percentual não sofreu reajuste desde 1994, apesar da expansão das unidades.

Além disso, os trabalhadores denunciam que o governo faz uma manobra financeira com a Nota Fiscal Paulista, que deixou de repassar R$ 300 milhões às universidades, entre 2008 e 2012.

Alunos também reclamam que a Unesp é o “primo pobre” entre as universidades estaduais, pois é a que recebe repasses menores.

O presidente da Comissão de Educação, deputado João Paulo Rillo, do PT,  destacou que o relator da LDO, deputado Roberto Engler (PSDB), rejeitou todas as emendas do PT  que destinavam  mais recursos para a Educação. Queixou-se também da ausência de deputados governistas no debate.

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