Texto reproduzido do site do PT ALESP

A base de sustentação do governador Alckmin permanece desconectada com os temas discutidos pela sociedade e insiste em ignorar as denúncias de desvios de recursos públicos e fraudes no Metrô e na CPTM, empresas dos sistema metroferroviários da cidade de São Paulo, que atendem milhares de trabalhadores diariamente.

Neste movimento, o presidente da Assembleia colocou novamente na pauta de deliberação o projeto, de autoria do governador Geraldo Alckmin, que prevê a concessão de cinco parques públicos, repassando para a iniciativa privada a exploração por 30 anos.

A Bancada do PT tem resistido à votação dessa propositura desde o primeiro semestre e denunciado os danos ambientais e prejuízos ao patrimônio ambiental, além dos impactos sobre a qualidade de vida dos paulistanos que será onerada para ter acesso a poucas áreas verde e de lazer na cidade de São Paulo.

O projeto atinge cinco parques; Pico do Jaraguá, Serra da Cantareira, Parque Estadual Campos do Jordão, Estação Experimental de Itirapina e Floresta de Cajuru.

O parque Pico do Jaraguá está situado numa área da cidade de São Paulo, onde esta prevista a realização das atividades Expo 2020, que provocará o aumento do fluxo de transito, maior investimentos do setor imobiliário e de eventos.
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Na avaliação da Bancada petista, a privatização do Pico do Jaraguá provocará danos ambientais e reflexos diretos na qualidade de vida dos paulistanos. Já o Parque da Cantareira é importante fonte de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo.

A Bancada do PT apontou e cobrou da base governista que, neste momento, mesmo com a sequência de denúncias de corrupção e pagamento de propina, com novas informações sobre o esquema vindas a tona todos os dias, os tucanos agiram como se nada estivesse acontecendo e colocaram na pauta do Poder Legislativo este polêmico projeto que denota falta de sensibilidade com o meio ambiente.

Enfrentamento em Plenário

Desde o início do mês a Bancada do PT tem insistentemente cobrado e apelado aos deputados governistas e necessidade da Assembleia responder a sociedade, exercer o seu dever de fiscalizar o Poder Executivo e investigar as denúncias instalando uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI – para apurar a denúncia da multinacional Siemens que, em acordo de leniência com o CADE, apontou a formação de cartel nas licitações promovidas pelo governo tucano no Estado de São Paulo, para compra e reformas de trens para o Metrô e CPTM.

Além da cobrança e pressão para que os deputados da base do governador apoiarem a CPI, os petistas obstruíram os trabalhos e conseguiram derrubar a inversão da ordem do dia requerida pelo líder do governo, para que seguisse como primeiro item de pauta o projeto da venda dos parques.

O PT em obstrução requereu a verificação de quórum regimental e como não estavam em plenário 48 parlamentares a inversão não foi aprovada.

Os tucanos no afã de aprovar a venda dos parques públicos convocaram sessão extraordinária para discutir o projeto, que para ser deliberado terá que ser discutido por seis horas pelos deputados.

1 Comentário

  1. O governo PSDB continua entregando o Patrimônio Público para a iniciativa privada, isso é grave.Os tucanos privatizaram várias empresas do Governo, como a Embraer, Vale do Rio Doce, Telebras, Telesp, Embratel, Ligth, Eletropulo, Companhia Siderúrgica Nacional, Banespa, cearense BEC, maranhence BEM, e etc. Por que privatizar o bem do povo brasileiro? Eu paguei impostos para construir essas empresas também. As empresas públicas deveriam ser “TOMBADAS” ou seja, proibido entregar p/ uma iniciativa privada, o que faltou é uma gestão administrativa competente. O estado de São Paulo que é a locomotiva da economia brasileira parou de desenvolver, parou no tempo, pois, está na hora do PSDB sair do comando.

    � o caso do Banespa, antigo Banco do Estado de S�o Paulo, o cearense BEC, e o maranhense BEM. Al�m disso, v�rios estados comandaram seus pr�prios processos de desestatiza�
    de autoria do governador Geraldo Alckmin, que prevê a concessão de cinco parques públicos, repassando para a iniciativa privada a exploração por 30 anos.

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