(*) Por Carlos Neder

 As rodovias ainda são o principal meio de deslocamento pelo Brasil afora. Responsável por ligar as mais diferentes regiões, elas são fundamentais para o desenvolvimento e sobrevivência de muitos municípios. Enquanto não ocorre a retomada e modernização da rede ferroviária, ao lado do transporte por água, é fácil entender tamanha importância. 

Há no país cerca de 2 milhões de quilômetros entre estradas federais, estaduais, municipais e concessionárias. O sistema, segundo a Confederação Nacional do Transporte, responde por 96% da locomoção de passageiros e por 62% da movimentação de cargas.

 No Estado de São Paulo, que concentra o principal polo econômico brasileiro, chama a atenção a situação da malha rodoviária que circunda as nossas 645 cidades. Para quem anda pelo interior paulista, é visível o quadro de descaso e abandono de muitas das estradas e vicinais, que estão sob responsabilidade do governo estadual, em sucessivas gestões do PSDB.

 Há até uma disputa macabra para saber qual delas merece o triste título de “rodovia da morte”. Essa denominação vai se tornando corriqueira em diferentes regiões do Estado e mostra o quanto é preciso melhorar essa situação. É o caso, por exemplo, da SP 191, no trecho entre Araras e Rio Claro. Fica clara a necessidade de se investir, com o devido planejamento, na duplicação e modernização das estradas, na construção de obras de arte (pontes e viadutos) e de acessos adequados aos municípios.

 O Governo Federal tem aplicado recursos na ampliação das rodovias, com o cuidado para que isso não aumente o preço dos pedágios – ao contrário do que ocorre nas estradas gerenciadas pela administração Alckmin. Aliás, nelas o valor do pedágio é sempre maior em relação às estradas federais.

Frente Parlamentar pela duplicação da SP-255, durante reunião de Grupo de Trabalho

 Assim como a SP 255, outras estradas padecem do mesmo mal. Por isso, no momento em que a mobilidade urbana ganha importância enquanto reivindicação da sociedade, é preciso adotar medidas urgentes para melhorar, e muito, as rodovias paulistas, se necessário reunindo esforços dos governos estadual e federal. A estrada, ainda não duplicada no trecho que vai de Itaí e Itaporanga até Américo Brasiliense, passando por cidades como Avaré, Barra Bonita e Jaú, é motivo de preocupação de vários prefeitos, vereadores e lideranças sociais, que constituíram o movimento “Duplica Já”, por meio do qual cobram medidas para evitar os constantes atropelamentos de pedestres e colisões de veículos, que têm resultado em um alto índice de vítimas e de mortes.

Assim como a SP 255, outras estradas padecem do mesmo mal. Por isso, no momento  em que a mobilidade urbana ganha importância enquanto reivindicação da sociedade, é preciso adotar medidas urgentes para melhorar, e muito, as rodovias paulistas, se necessário reunindo esforços dos governos estadual e federal.

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