(*) Carlos Neder

 

Quando se fala em modelos de gestão a serem adotados para promover o bem-estar das pessoas, o PSDB gosta, e muito, de propagandear para si e os outros que representa um exemplo perfeito.

O fato é que a verdade precisa ser dita. Na área da saúde, uma breve comparação do montante de recursos aplicados nos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e nos governos Lula e Dilma Rousseff deixa claro que o PSDB investiu bem menos do que as gestões do PT.

Em 1997, terceiro ano do mandato de FHC, quando foi criada a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o orçamento do setor foi de R$ 20,2 bilhões. Chama a atenção que nos dois períodos seguintes esse valor curiosamente diminuiu, respectivamente, para R$ 19,5 bilhões e R$ 19 bilhões.

Por sua vez, em 2003, primeiro ano do governo Lula, a saúde ficou com R$ 30,5 bilhões – R$ 2 bilhões a mais do que em 2002. Desde então, esse valor tem aumentado substancialmente, mesmo diante de situações delicadas, como a extinção da CPMF (2006 – R$ 44,2 bilhões) e a crise mundial (2009 – R$ 59,5 bilhões). Em 2014 o valor previsto é de R$ 106 milhões.

Claro que esse aumento de recursos deve se traduzir em ações importantes, como é o caso do Programa Mais Médicos e da prioridade dada à atenção básica. Infelizmente, a situação que vemos no Estado de São Paulo é bem diferente.

Como se não bastasse a opção de terceirizar a gestão da saúde por meio das Organizações Sociais, que têm custos crescentes e não prestam conta do dinheiro público que lhes é repassado, a postura da administração tucana continua sendo a de não ouvir a população nas decisões relacionados ao setor, impedindo assim o controle e a participação dos cidadãos.

A diferença é clara: enquanto o Governo Federal se preocupa em defender cada vez mais as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), a gestão estadual do PSDB busca o rumo contrário.

Exemplo disso, por exemplo, foi o veto do governador Alckmin a projetos de minha autoria que instituíam conselhos gestores, o uso obrigatório do símbolo do SUS e a humanização do atendimento nas unidades de saúde do Estado de São Paulo. Ou seja, basta comparar para entender quem prioriza, de fato, uma política de saúde pública e de qualidade para todas as pessoas.

(*) O autor é coordenador do setorial de saúde e deputado estadual (PT). Contatos: www.carlosneder.com.br / (11) 3105-5632.

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