Os esforços em garantir uma escola inclusiva, onde todos os gêneros, cores e religiões tenham espaço ainda não cessaram, no dia 25 de agosto haverá nova votação do Plano Municipal de Educação e os movimentos organizados, devem novamente comparecer à Câmara Municipal de São Paulo para pressionar os vereadores.

Conheça a mensagem divulgada pela vereadora Juliana Cardoso, líder do PT na CMSP.

O nosso mandato sempre foi e continuará sendo instrumento da luta.

Todos que conhecem minha trajetória de vida pessoal e política sabem que não fujo da luta, por maior que seja a adversidade a ser enfrentada. Em hipótese alguma me afastarei das nossas bandeiras históricas na luta por uma sociedade menos desigual, mais justa e fraterna.
Hoje, estamos vivendo um momento de imposição de projetos conservadores. Eles estão expressos, por exemplo, na tentativa da redução da idade penal, na intolerância com os direitos das mulheres e da diversidade sexual, além de outros retrocessos assustadores.
O ódio que a mídia dissemina está presente nas redes sociais e contamina parte da sociedade. Jamais nos meus 35 anos de vida, poderia imaginar que estaríamos, em pleno século XXI, enfrentando tanta truculência dos setores conservadores e reacionários, que, sem nenhum pudor, se mostram até saudosistas da ditadura.
Como líder da bancada do PT votei favoravelmente ao Plano Municipal de Educação, primeiro por que o texto aprovado não é o final, pois teremos nova votação no dia 25 de agosto, onde apresentarei emendas para a inclusão das nossas demandas, de acordo com a nossa luta e com a construção que juntas e juntos temos realizado.
Apesar das dificuldades, por conta da posição fechada pela minha bancada, como líder que estou, pude atuar internamente para defender as nossas bandeiras, para garantir que o retrocesso não fosse ainda maior e pior, e para buscar caminhos para acordos e consensos, no sentido de assegurar, de fato, a mínima chance de que emendas pretendidas possam ter possibilidades reais de serem ao menos apresentadas, afinal, para se apresentar uma emenda, é necessária a adesão e assinatura de 19 vereadores, queremos ter chances, não queremos sugerir emendas somente para ‘marcar posição’; Neste sentido, para garantir a continuidade do diálogo e da construção eu preciso ter estratégia política.
Tenho responsabilidade com a questão e com a construção integral deste Plano e a primeira votação não é uma ação isolada. Tenho também que considerar todo o esforço das inúmeras entidades, sindicatos e sociedade civil, que em reuniões, audiências, debates e conferências, desde 2008 estão construindo esta proposta, que somente agora chegou para votação. A recusa integral desta proposta, jogaria para a estaca zero os esforços destes anos de intenso trabalho coletivo, afinal foi aqui na Câmara Municipal, sim foi nesta casa de leis, que foram ‘conquistados’ os absurdos retrocessos.
A mobilização para o dia 25 é decisiva para a tentativa de inclusão do que foi retirado em relação à questões como gênero, diversidade sexual, combate à violência e discriminação e também para impedir que mais retrocessos, que serão propostos através de emendas, não prosperem.
E por tudo isso é que eu digo novamente: O nosso mandato sempre foi e continuará sendo instrumento da luta.

Juliana Cardoso

 

Publicado em: 31 de agosto de 2015

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