Texto reproduzido do site do Cremesp.

O Papel dos Conselhos de Fiscalização da Área da Saúde, foi o foco principal de um debate realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo na manhã desta quinta-feira, 17 de outubro.

A reunião, proposta pelo deputado Carlos Neder, membro da Comissão de Educação e Cultura da Alesp, se deu em torno da realidade de cada conselho para analisar a postura das universidades paulistas em relação à conduta dos profissionais e, principalmente, na falta de preparo dessas escolas de ensino em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

No encontro foram pautadas diversas maneiras de como os conselhos poderiam realizar essa fiscalização. Ficou claro entre todos que está faltando um atendimento de qualidade e isso se dá pela má formação que esses estudantes estão recebendo nas escolas médicas. “É preciso tomar as diretrizes para a medicina, alertando o fato de que o profissional que no período de seu aprendizado for bem conduzido, tanto na sua conduta quanto na ética, terá uma boa formação”, declarou a representante do secretário da Saúde, Estela Pedreira.

Uma consideração importante para a Secretaria da Saúde, é que a formação do médico não está voltada para que ele atue no sistema público, ou seja, eles estão na realidade afastados daquele segmento da população que realmente precisa do atendimento em saúde. Colaborando para um melhor desenvolvimento desses jovens, a Secretaria da Saúde abriu vagas de estágio no SUS, possibilitando que estes acadêmicos tenham uma convivência nessa área que, segundo os próprios estudantes, exige maior atenção.

Elogiado por todos que estiveram presente, o exame do Cremesp recebeu o apoio das demais entidades presentes, pois na visão da grande maioria, essa prova é parte essencial para a carreira do formando, que deve obter uma boa nota, capaz de demonstrar um conhecimento adequado para exercer a Medicina. Infelizmente esta não é a realidade comprovada desde que o teste passou a ser aplicado em 2005. “O exame revelou que 50% dos médicos não foram aprovados, ou seja, metade dos que prestaram a prova estavam incapacitados para a profissão”, complementou Reinaldo Ayer, conselheiro do Cremesp.

O encontro contou com a participação dos presidentes e representantes, de todos os Conselhos de Saúde do Estado de São Paulo.

 

 

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