Foto: Antonio Alves Neto/Liderança do PT na Alesp

Por sugestão de Neder, reitor da universidade será ouvido pelos deputados

A partir de um requerimento do deputado Edinho Silva (PT), o presidente da Comissão de Educação da Assembleia , João Paulo Rillo (PT), realizou audiência pública para discutir a greve na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O debate ocorreu na quarta-feira, 12 de junho, no auditório Paulo Kobayashi.

A audiência atendeu reivindicação de uma comissão de alunos do campus de Ourinhos, de onde foi iniciada a grave, há quase dois meses, com a adesão de 13 dos 24 campi da Unesp. Participam do movimento estudantes, docentes e funcionários da universidade.

O coordenador da mobilização dos alunos, Marco Gabriel da Silva Cunha,  apontou como uma das causas da paralisação o atraso de mais de três meses nas bolsas de projetos de extensão.

Antônio Luís Andrade, presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), indicou o acúmulo de perdas salariais e a manutenção do mesmo quadro nas últimas décadas, a despeito do crescimento da universidade.

Já o representante dos servidores, Henrique Barros, destacou as três principais reivindicações da categoria: equiparação entre as universidades, paridade e elaboração de plano de carreira com a participação dos servidores.

O reitor da Unesp não participou do evento. O coordenador de Ensino Superior da Secretaria de Ciência e Tecnologia, que se comprometeu em levar ao reitor as reivindicações, falou pelo governo.

Servidores do estado sob pressão

O deputado Carlos Neder, que integra a Comissão de Educação, lamentou a ausência de representantes da reitoria da Unesp. Sugeriu e teve aprovada proposta para que seja convocada audiência com o reitor da universidade para a discussão dos problemas apresentados.

Neder destacou ainda que a crise da Unesp não é uma fato isolado e lembrou que estão acampados na Assembleia os servidores da Saúde em greve há 40 dias. “Nesta terça-feira (11/6), também tivemos manifestação dos trabalhadores da segurança pública e o governo Alckmin se mostra insensível à realidade de penúria em que se encontram vários setores do funcionalismo do Estado”, frisou.

No mesmo dia da audiência pública, Neder fez pronunciamento na tribuna da Assembleia, no qual analisou a magnitude dos movimentos grevistas – que atingem ensino médio, educação superior, saúde e segurança pública. Apontou como fato comum a todos eles a figura do governador Geraldo Alckmin, que não dialoga e nem estabelece compromissos com o funcionalismo – CLIQUE AQUI para ler a íntegra do pronunciamento.

Mandato do deputado Carlos Neder
Com informações do Portal da Alesp e site da Liderança do PT

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