Deputados petistas representam contra ex- governador Serra sobre os desvios de recursos do Metrô e da CPTM 
Após representar, no final de julho, junto ao procurador-geral de Justiça de São Paulo para apurar indícios de improbidade do governador Geraldo Alckmin no escândalo que ficou conhecido como Propinoduto, o deputado estadual João Paulo Rillo e os parlamentares Adriano DiogoCarlos Neder e Francisco de Assis Pereira de Campos, o Professor Tito, todos do PT, questionam a Promotoria do Patrimônio Público e Social sobre as responsabilidades do ex-governador José Serra nos desvios de recursos do Metrô e da CPTM.Segundo representação apresentada na última semana, o acordo de leniência da multinacional alemã Siemens junto às autoridades brasileiras e reportagem de diversos veículos de imprensa sustentam que o esquema de desvio de recursos era de conhecimento dos governadores tucanos, desde a época do falecido Mário Covas.Os deputados, além de relacionarem o material jornalístico, lembram que os governadores Serra e Alckmin foram alertados oficialmente sobre as irregularidades. “Três alertas oficiais – dois feitos pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP); um, pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) – que apontavam graves irregularidades em contratos do Metrô e CPTM com empresas do cartel (…)”, relata a representação.Especificamente, na gestão do ex-governador Serra (2007 a 2010), ocorreu a compra ilegal de trens sem licitação e com indícios de superfaturamento. O negócio suspeito foi denunciado pela revista IstoÉ em 4 de junho de 2008, em reportagem que questionava a falta de licitação e o valor de R$ 20 milhões da transação. “Na ocasião, aditou-se ilegalmente um contrato feito em 1992, celebrado entre Mafersa (posteriormente incorporada pela Alstom) e o Metrô, ou seja, 15 anos depois, quando a lei prevê a vigência de uma licitação e contrato por um prazo máximo de cinco anos”, destacam os deputados à Promotoria.Os deputados Rillo, Diogo, Neder e Tito advertem, no pedido da representação, que os indícios apontam para supostos pagamentos de propinas para agentes públicos, políticos e empresas, originários de possíveis fraudes praticadas pelo cartel em licitações e contratos com o Metrô e a CPTM no período de 1997 a 2013. “Os fatos narrados já eram de conhecimento público a partir de 2008 e, consequentemente, dos ocupantes do Executivo paulista que, omissos, permitiram a ação deletéria deste cartel até os dias atuais”.

Imprensa deputado Rillo

 

http://www.ptalesp.org.br/noticia/p/?id=5492#.UiYRBzaUSpB

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