Esta terça-feira (10.03), a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com apoio do Fórum dos Conselhos de Atividade Fim da Saúde (FCAS), participaram de audiência pública para discutir as vantagens e desvantagens de implementação de um processo de avaliação, especificamente aos estudantes da área de saúde, no decorrer da graduação.

O encontro foi uma iniciativa do Deputado Carlos Neder, atendendo uma solicitação do FCAS e diversas entidades da área de Saúde, incluindo o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, representado na ocasião pelo seu presidente, Claudio Miyake, pelo secretario geral da autarquia, Marco Manfredini e pelos conselheiros Mary Caroline (Maine) Skelton Macedo e Nilden Carlos Cardoso.

“São necessárias providências urgentes das esferas governamentais para assegurar aos conselhos profissionais da saúde a participação no processo de avaliação da formação. O CROSP se mantém comprometido com os desdobramentos em torno do tema, que é da mais alta relevância” afirmou Claudio Miyake.

A audiência foi iniciada com uma mesa-redonda que procurou esclarecer aos presentes o chamado “teste progresso”. Também foram debatidas as razões de o Ministério da Educação ter inserido o modelo nas Diretrizes Curriculares Nacionais, as perspectivas de ampliação do exame para as demais profissões da Saúde e, por fim, a experiência em avaliação da Associação Brasileira de Educação Médica.

Participaram da audiência o diretor do Departamento de Gestão da Educação do Ministério da Saúde, Alexandre Medeiros; o Dr. Ericson Leão Bezerra, pelo Conselho Federal de Odontologia; a Dra. Maria Ângela Fávaro, pela Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas e a Associação Paulista de Cirurgiãs-Dentistas; a Dra. Stela Pedreira, pelo Conselho Estadual de Saúde (CES); a Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis, do Fórum dos Conselhos; a professora e doutora Angélica Zeferino, da Associação Brasileira de Educação Médica; e a Dra. Elisabete Mangia, da Federação Nacional de Ensino dos Professores de Saúde. Os deputados  João Paulo Rillo e Carlos Neder abriram a audiência.

Questionado sobre o amadurecimento e a possibilidade de o teste progressivo ser estendido para outras profissões além da medicina, Alexandre Medeiros demonstrou apoio: “sair de uma discussão sobre avaliação no fim do curso e partir para uma avaliação gradativa representa um avanço significativo para a sociedade brasileira como um todo”. Ele ressaltou os progressos discutidos pelo FCAS, que no início de 2013 organizou o Grupo de Trabalho de Educação formado por representantes de diversos Conselhos. Desde então, esta é a terceira audiência conquistada pelo Grupo.

“É interessante notar que as conclusões na esfera federal são muito parecidas com as que estamos chegando em nossos debates”, enfatizou. “É preciso avaliar também as instituições para que se consiga ter um profissional de saúde que atenda as expectativas da sociedade brasileira”.  O representante do Ministério da Saúde ponderou que boa parte das discussões que estão surgindo em torno das avaliações são provenientes do programa Mais Médicos, do Governo Federal. Ele garantiu aos presentes na audiência que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação têm atuado de forma conjunta nas questões que tangem a discussão central da audiência.

Durante o discurso de abertura, a representante do Fórum de Conselhos, Dra.Maria Lúcia Varellis disse que, “assim como as diretrizes curriculares da medicina foram revisadas e estabelecidas, também acredita que esse caminho está muito próximo dos demais cursos de saúde.”

A Dra. Maria Ângela Favaro, quando de posse da palavra, disse que “a formação do profissional de saúde e do acadêmico é de extrema importância e que os estudos que organizações como APCD, ABCD e o CROSP possuem estão em linha com os apontamentos feitos pela mesa e pelo ministério”.

A Dra. Stela Pedreira, por sua vez, disse perceber que a discussão sobre as avaliações estão acontecendo entre os Conselhos, mas que acredita na necessidade de sua ampliação, especialmente com os representantes de Educação do Governo.

Durante a sessão, o secretário do CROSP, Marco Manfredini, ressaltou a importância de que no estado de São Paulo, tanto o CROSP como outras entidades representativas, participem ativamente das discussões acerca da formação dos profissionais de Saúde, hoje mais centrada na esfera federal.

Manfredini esclareceu aos presentes que a área de Saúde, no estado, é formada por mais de um milhão de profissionais, o que naturalmente reflete a importância de as organizações do estado terem participação ativa nas discussões. “São mais de 82 mil cirurgiões-dentistas apenas no estado”, frisou.

O Fórum dos Conselhos e Atividades Fins da Saúde (FCAFS) reúne os Conselhos de Odontologia (CROSP), Farmácia (CRF-SP), Medicina (Cremesp), Biologia (CRBio-1), Biomedicina (CRBM-1), Educação Física (CREF4-SP), Enfermagem (Coren-SP), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito-3), Fonoaudiologia (CRFa-2), Medicina Veterinária (CRMV-SP), Nutrição (CRN-3), Psicologia (CRP-SP) e Serviço Social (CRESS-SP).

Foram convidados a participar das discussões os ministérios da Educação e da Saúde, as secretarias estaduais de Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia; a Câmara de Educação Superior de Secretaria Estadual de Educação; os Conselhos Estaduais de Educação e Saúde; os Conselhos Federais da área da Saúde e suas Comissões de Ensino; o Fórum dos Conselhos Federais da área de Saúde; instituições de ensino superior e associações profissionais, além do Fórum Nacional de Educação das Profissões na Área da Saúde (FNEPAS).

Fonte: site CROSP

http://www.crosp.org.br/noticia/ver/1926-conselhos-ministrio-da-sade-e-entidades-discutem-teste-de-progresso-em-audincia-pblica.html

 

 

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