A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, presidida pelo deputado estadual Adriano Diogo realizou no dia 24 de abril , reunião extraordinária para apurar a real situação do Campus USP-Leste que até o momento não reiniciou suas atividades, deixando milhares de estudantes dispersos pela cidade, muitas vezes longe de suas residências e em locais sem biblioteca, salas de computadores ou laboratórios, prejudicando os estudos e a formação acadêmica desta comunidade.

A reunião contou com a presença de representantes da  CETESB, da USP  além de professores, alunos e movimento organizado que manifestaram preocupação com a falta de ação concreta por parte do governo do estado e da USP para a resolução do problema.
O representante dos professores trouxeram denúncias de um possível acordo que estaria sendo tratado entre USP, governo do estado e Ministério Público para liberação do Campus, sem no entanto apresentar a real situação do local. Está contaminado ainda? Existem laudos confiáveis?


A comunidade da Zona Leste, representada pelo Movimento pela Educação da ZL apresentou uma carta a ser enviada ao governador onde fala que a ilegalidade no despejo de material contaminado também prejudicou a APA Várzea do Tietê, ou seja o crime ambiental é de natureza gravíssima. A carta fala da greve foi deflagrada ano passado por professores e alunos da USP-LESTE devido aos riscos ambientais do local, e até hoje alguns alunos estão respondendo a processo civil.  Na época o governo negou a contaminação e a justiça obrigou a desocupação do local, que sim, oferecia riscos.
O deputado Carlos Neder, membro da comissão de educação da Alesp vem acompanhando o caso desde quando surgiram as primeiras denúncias de contaminação e durante a reunião alertou sobre a gravidade do que estava ocorrendo naquele local e exigiu que o vice-reitor, Sr Vagan Agopyan explicasse a apuração de responsabilidades quanto ao despejo de material contaminada dentro do Campus e citou denúncias de um possível pagamento de propina para facilitação destes despejos no local, fatos inaceitáveis dentro da uma instituição como a USP.

 

O deputado cobrou ainda maior transparência neste processo, porque professores, estudantes, funcionários da USP e a comunidade da Zona Leste têm direito de saber o real quadro do local, quais os encaminhamentos estão sendo feitos, o que já está concluído e quando será liberado o local  para seu pleno uso. Os estudantes da EACH querem apenas o direito de frequentar com segurança o curso e o campus escolhido.

Veja mais: http://al.sp.gov.br/noticia/?id=356560

 

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