O médico e deputado Carlos Neder assinou nesta semana a petição que pede a realização de uma auditoria no projeto da usina nuclear de Angra 3. A preocupação é com os possíveis riscos à população da região, já que o projeto de construção da usina é de 40 anos atrás.

De acordo com o documento, elaborado pelo ativista social e coordenador do movimento Xô Nuclear, “nenhum país do mundo construiria hoje uma usina nuclear com um projeto como o de Angra 3”. “Enquanto em Brasília se discute se é mais caro ou mais barato abandonar a construção da usina Angra 3 (interrompida duas vezes), o problema em questão é a nossa segurança!”, afirma o ativista.

Recentemente o futuro ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima de Albuquerque Júnior, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a conclusão da usina nuclear Angra 3 “é uma das prioridades” da sua gestão. No entanto, especialistas também discordam sobre o custo-benefício do investimento. A usina já consumiu até agora cerca de R$ 8 bilhões dos cofres públicos e estima-se que necessitaria ainda de, ao menos, R$ 15 bilhões para a sua conclusão, gerando 1.405 megawatts de energia, enquanto que a hidrelétrica de Teles Pires, por exemplo, que tem potência de 1.820 megawatts, custou R$ 3,9 bilhões.

 

Leia a seguir a justificativa da petição e, se concordar com ela, a assine e a divulgue para que muitos outros também o façam.

 

Nenhum país do mundo construiria hoje uma usina nuclear com um projeto ultrapassado como o de Angra 3. Corremos sérios riscos de uma próxima catástrofe!

Para nós, cidadãs e cidadãos que subscrevem esta petição, o problema principal de Angra 3 é a segurança, se essa usina for terminada com seu projeto obsoleto, dos anos 70.

Em 1979, o acidente de Three Mile Island, nos Estados Unidos, provou que não era impossível, como se acreditava, um acidente nuclear com derretimento do reator. A Agência Internacional de Energia Atômica baixou novas normas. Em 1986 e em 2011 ocorreram acidentes em Chernobyl e Fukushima, com usinas não atualizadas segundo as novas normas, e explosões provocaram catástrofes sociais e ambientais!

É urgente uma auditoria internacional independente!  O Ministério Público Federal pode determina-la, na defesa dos interesses da sociedade!

Para a proteção dos moradores da região de Angra, do Rio e de São Paulo, o novo ministro das Minas e Energia tem o dever de apoiar essa auditoria!

Não podem acontecer no Brasil catástrofes como em Chernobyl e Fukushima, com milhares de pessoas evacuadas num raio de 30 quilômetros das suas cidades, que permanecerão contaminadas durante 300 anos.

A nuvem radioativa de Chernobyl cobriu toda a Europa. Centenas de milhares de pessoas morreram com a disseminação de radioatividade! Depois do acidente de Fukushima a Alemanha parou seu programa nuclear e até 2022 todas as suas usinas terão sido desativadas.

A empresa Exelon, maior proprietária de usinas nucleares nos Estados Unidos, não construirá mais nenhuma porque as novas exigências de segurança as tornaram economicamente inviáveis.

A Agência Nacional de Segurança Nuclear da França – que depende em 75% da energia produzida em suas usinas – alertou: acidentes com derretimento do reator podem sempre ocorrer, por falhas humanas ou de equipamentos e por desastres naturais.  E seu governo acaba de decidir fechar 14 de suas 58 usinas.

Toda usina nuclear antiga pode explodir quando menos se espera!

Vamos bloquear esta brutal ameaça!

Exija a auditoria assinando esta petição! E peça a muitos outros que a assinem! Antes que seja tarde demais!

Atenciosamente,

Chico Whitaker – Xô Nuclear