Deputados da base aliada do governador não compareceram à reunião que iria eleger o presidente e o vice-presidente da comissão. Novo encontro será nesta quarta-feira (17/12)

A CPI da USP foi boicotada pelos aliados do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Em reunião instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo para eleger o presidente e o vice-presidente da comissão, deputados da base aliada de Alckmin não foram ao encontro previamente agendado.

Dessa forma, a sessão teve que ser cancelada por falta de quórum. Dos nove deputados que fazem parte da CPI, cinco não compareceram: Bruno Covas (PSDB), Carlos Bezerra (PSDB), Ulysses Tassinari (PV), José Bittencourt (PSD) e Jorge Caruso (PMDB). Estavam presentes:Adriano Diogo (PT), Marco Aurélio (PT), Carlos Giannazi (Psol) e Sarah Munhoz (PCdoB).

O proponente da comissão Adriano Diogo (PT) lamentou as ausências. “Está sendo feita uma manobra para a CPI não seja instalada. Fomos feitos de bobos. Hoje pela manhã todos confirmaram presença. O que me surpreende é que pela primeira vez na história os deputados disputaram um lugar nessa comissão”, falou.

Segundo Diogo, a CPI precisa ser aprovada até sexta-feira (19/12), último dia útil para a sessão ser realizada. “Caso contrário, ela só vai funcionar depois do recesso. Isso pode implicar no fim da CPI. Temos que tratar esse tema com urgência, pois uma vez aprovados os requerimentos, não tem como voltar atrás”, concluiu Adriano Diogo.

O líder da Bancada do PT, deputado João Paulo Rillo, presente a reunião, enfatizou que a base governista descumpriu o acordo pela instalação da CPI e propôs que a oposição faça obstrução em Plenário e não vote a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015, enquanto a CPI não for instalada. (sc0)

Deixe uma resposta