O deputado Carlos Neder presidiu, nesta segunda-feira (04/06), solenidade em comemoração aos 50 anos da Associação dos Escreventes Técnicos Judiciários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (AECOESP), completados no último mês de março. O evento ocorreu no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa.

Neder, que tem na sua trajetória a forte defesa do funcionalismo público paulistano, paulista e brasileiro, abriu a solenidade agradecendo à diretoria da AECOESP pela deferência e pelo convite para conduzir a importante solenidade.

A data escolhida para a comemoração faz alusão ainda ao Dia do Escrevente, celebrado no domingo anterior, dia 03 de junho.

Participaram do evento o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), desembargador Fernando Calças; o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme Martins de Oliveira Neto; os deputados Arnaldo Farias de Sá e Carlos Giannazi; entre outras lideranças de importantes entidades representativas do funcionalismo.

No Ato Solene, foi também dado posse aos membros da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da AECOESP, além de homenagens por ocasião do Dia do Escrevente.

Segundo Sylvio Micelli, presidente da AECOESP, a realização do evento é um renascimento da Entidade. “A Aecoesp nasceu em 1968 com as lutas dos trabalhadores da época e que muito se assemelha dos dias atuais. Depois de um período de dificuldades, a atual diretoria assumiu com a missão de trazer a Associação de volta à luta, considerando-se que ela representa a maior categoria do Judiciário paulista e brasileiro”, analisa Micelli.

De acordo com Micelli, além da celebração o evento também se constitui um ato político. “Defendemos a urgente necessidade de valorização dos mais de 31 mil escreventes no estado de São Paulo, por meio de um trabalho junto ao Legislativo com a conquista do Nível Superior da categoria”, anota Micelli. De acordo com ele, os profissionais da categoria estão com os vencimentos muito defasados. Além disso, há a necessidade de contratação de milhares de escreventes diante dos cargos vagos. “Não se faz Justiça, sem escrevente e se a sociedade quiser um serviço jurisdicional célere, valorização dos Escreventes e mais contratações deverão ser debatidos”, assevera.

 

Na foto acima: Participaram da composição da mesa, presidida pelo deputado Carlos Neder, o presidente da AECOESP, Sylvio Micelli; o presidente do TJ-SP, desembargador Pereira Calças; o presidente da AMB, Jayme Martins de Oliveira Neto; o representante da CNSP e ASPAL, José Elísio Fonseca; a presidente da Afalesp, Rita Amadio Ferraro; representante da Fenale, João Moreira; o presidente da FESPESP e da ASSETJ, José Gozze; presidente da Federação Sindical, Lineu Neves Mazano; presidente da AFPESP, Antônio Carlos Duarte Moreira; e representante da CONACATE e FENALEGIS, Antonio Carlos Fernandes; e os deputados Arnaldo Farias de Sá e Carlos Giannazi

 

Breve Histórico da AECOESP

A Associação dos Escreventes Técnicos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi fundada em decorrência das necessidades dos Escreventes e de todos os funcionários do Judiciário paulista, de ter uma entidade forte, independente e combativa que os representassem e defendessem diante dos poderes constituídos; que encampasse uma luta por melhores condições de trabalho, salários e visasse uma preparação profissional para que os servidores pudessem melhor atender os usuários da justiça.

Por outro lado pensou-se, também, em fundar uma entidade que fosse capaz de socorrer seus associados em situações emergenciais, facilitando-os na aquisição de remédios, mantimentos, assistência jurídica, odontológica, médica e maior entrosamento entre os servidores, por meio de atividades esportivas, proporcionando ainda cursos e viagens de turismo, visando sempre o desenvolvimento intelectual e profissional de seus sócios.

Foi exatamente para atender estes anseios, que alguns escreventes após várias reuniões e encontros decidiram no dia 8 de março de 1968, período de forte mobilização política, no auditório do tradicional Clube Piratininga, na Rua Formosa, fundar finalmente a Associação dos Escreventes dos Cartórios Oficializados.

Os tempos mudaram e a realidade hoje é outra, os desafios e as dificuldades aumentaram, e a necessidade de interagir com os funcionários do Judiciário, bem como todos os usuários da justiça e da sociedade como um todo também. Em 1º de janeiro de 2006, proposta em assembleia da categoria foi aprovada por unanimidade a adequação do nome para Associação dos Escreventes Técnicos Judiciários do Tribunal de Justiça de São Paulo, e também a criação de órgãos de divulgação visando informar a todos sobre a atuação, participação e lutas que esta entidade vem empreendendo juntamente com outras entidades representativas do judiciário e do funcionalismo público, mas também de assuntos que envolvem toda a sociedade, de forma clara, livre e independente de qualquer conotação político-partidária como também ideológica.

Apesar de todos os percalços, a atual direção da AECOESP, que assumiu em janeiro de 2018, busca trazer o trabalho histórico da Associação de volta na defesa da valorização dos Escreventes Técnicos por meio da aprovação do Nível Superior, forma inequívoca de reconhecer o trabalho da maior categoria do Judiciário paulista e nacional e seus mais de 31 mil escreventes.

Somos todos Escreventes. Somos todos AECOESP.