Um grande encontro  cívico em defesa da saúde pública, universal  e de qualidade marcou o Ato Unificado do Dia Mundial da Saúde. Centenas de manifestantes dos movimentos populares e sindicais ocuparam a praça do Patriarca, na região central de São Paulo, na concentração realizada na manhã da quarta-feira, 10 de abril, e se dirigiram à Câmara Municipal de São Paulo, onde foram recebidos pelos vereadores da Comissão de Saúde, em audiência que teve participação do secretário municipal de saúde, José de Filippi Júnior.

O grupo englobava mais de 50 entidades da sociedade civil,  tais como a União de Movimentos Populares de Saúde, sindicatos de trabalhadores, centrais sindicais e usuários da saúde.

As lideranças que participaram do ato reiteraram posição contra o modelo subordinado às Organizações Sociais enfatizando a necessidade de fortalecimento do SUS como sistema público, a defesa de mais investimento no setor ppr parte do governo do estado e a exigência de que a União destine 10% da receita corrente bruta do orçamento federal para a saúde.

“Esse é um dia especial para nós que defendemos o SUS”, afirmou Luiz José de Souza, da União de Movimentos Populares de Saúde, que enfatizou a importância da presença do secretário de saúde no ato. Já Antônio Carlos Lima, do Conselho Municipal de Saúde, destacou a necessidade de que sejam cumpridas as propostas defendidas pelo movimento. “Queremos plano de carreira para trabalhadores da saúde, para que possamos ter liberdade e salários e possamos atender bem aos usuários da saúde”, disse.

O deputado estadual Carlos Neder, que coordena o Setorial Estadual de Saúde do PT,  relembrou que participa da comemoração alusiva ao Dia Mundial da Saúde desde 1992, quando foi secretário de saúde na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina. “Deveríamos ampliar este evento para que não fique restrito apenas a um dia. Por isso defendeu a importância de um Fórum Suprapartidário em Defesa do SUS e da Seguridade Social, como o que aprovou na Assembleia Legislativa.  O parlamentar defendeu ainda a vinculação das receitas federais com a saúde e a maior participação do governo estadual no SUS, além de posicionar-se firmemente contra a privatização no sistema.

Durante o ato na Câmara, o secretário Filippi anunciou a realização de concurso público para a área da saúde e afirmou ainda que a administração municipal irá revogar o Decreto 52.914, de 2012, que havia modificado de forma autoritária os critérios para a composição do Conselho Municipal de Saúde. A revogação consta entre as reivindicações do movimento popular da saúde. Neder defendeu o uso obrigatório do símbolo do SUS e a atualização da lei de sua autoria que criou os conselhos gestores do SUS.

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